quarta-feira, 7 de outubro de 2009




“(...) o meu mundo não é como o dos outros: quero mais: exijo demais; há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante, que nem eu mesma compreendo, pois estou longe de ser uma pessimista; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não sossega onde está, que tem saudades... sei lá de quê! (...)”
Sou uma sagitariana pura :D !

2 comentários:

Uma Coral chamada Petra disse...

Sagitariana pura ? Eu também...;)

Obrigada pela visita e comentarios. beijinhos

Sonhadoremfulltime disse...

Devemos querer sempre mais...
Por que a isso tudo, um denominador comum: a fúria de viver, de consumir a vida.
Essa era a minha divisa quando tive a tua idade.
Eu deveria ter feito como os outros e encontrar-me, aos quarenta, pai de família, funcionário público, cansado e contando os dias para a reforma. Mas, eu próprio desafiei o destino. Atirei-me a uma destruição metódica.
Tentei sempre ir mais além… mais além no amor, mais além da raiva, mais além deste mundo visível. Inclusive por todos os meios que dispunha, álcool, a mística ou a loucura.
A verdadeira vida devia estar algures…
Toda a minha vida experimentando, falhando, recomeçando, para sair, por fim, da minha triste condição.
A família, o amor, o trabalho, as férias, o passeio ao sol, não passavam de máscaras de carnaval oferecidas às pessoas, enquanto se espera que elas ordeiramente tomem o seu lugar no cemitério.
A grande maioria morre intacta. Ou seja, pouco diferentes do que nasceram, como pedaços de carvão, não consumido, a apodrecer nas profundezas de uma velha mina abandonada à sua sorte.
Esses não consumiram a vida. E, por vezes às portas da morte, revoltam-se por terem sido enganados, por sentirem, bem nesse instante que não viveram, ou que não os deixaram viver.
Pelo menos, eu tentei sempre afastar as máscaras do degredo psíquico. Mesmo agora, gasto, esfarrapado e grogue.

Um beijo